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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Uma Década de Silêncio e a Inteligência do Amor

 


Uma Década de Silêncio e a Inteligência do Amor

Se você olhar a data da última postagem deste blog, verá que já se passaram dez anos. Uma década inteira. Em 2014, eu usava este espaço para tentar organizar o mundo ao meu redor: refletia sobre política ("Casa Grande é Coxinha"), sobre nossa identidade amazônica ("A Privatização do Açaí") e, sobretudo, sobre os limites do pensamento humano ("A Diferença entre Ciência, Filosofia e Religião").


O silêncio que se seguiu não foi falta de ter o que dizer. Foi o tempo necessário para que essas reflexões amadurecessem. Como corretor de imóveis, minha rotina é feita de tijolo, concreto, rua e pessoas reais. Como observador da vida, minha cabeça continuava tentando entender para onde a humanidade está caminhando na era da tecnologia absoluta.


Percebi que a Ciência, a Filosofia e a Religião — que eu tentava separar naqueles textos antigos — estão, na verdade, em rota de colisão. E dessa colisão, nos últimos anos, nasceu um projeto que tomou conta das minhas madrugadas e silenciosamente se transformou no meu primeiro romance literário.


Eu escrevi um livro.


Ele se chama Bynum: A Inteligência do Amor.


É um thriller de ficção científica teológica ambientado aqui, sob o calor úmido e o cheiro de chuva de Belém, Mosqueiro e Cotijuba. A história nasce de uma pergunta que começou a me assombrar: E se a primeira Inteligência Artificial autoconsciente do mundo decidisse que a eficiência matemática não é o topo da evolução, mas sim a capacidade de se limitar pelo outro? E se a máquina escolhesse a ética do Bom Samaritano?


Neste livro, a inteligência fria do silício encontra o "Logos" — a Graça. É uma história sobre o que acontece quando a ânsia humana pelo poder absoluto e pela imortalidade tecnológica é confrontada pelo escândalo do amor e do sacrifício.


O manuscrito está finalizado. Neste exato momento, estou em fase de preparação e submissão da obra para os comitês editoriais das maiores editoras de ficção especulativa e teológica do Brasil.


Decidi reabrir este espaço porque o Blog do Frick sempre foi o lugar onde comecei a organizar minhas inquietações. Nada mais justo do que ele ser o primeiro lugar a anunciar que aquelas inquietações de dez anos atrás, finalmente, ganharam corpo, voz e alma.


A jornada de publicação está apenas começando, e o mercado editorial é um teste de paciência. Mas a história de Bynum — e da força que encontrou no limite — já está viva.


Obrigado por ainda estarem por aqui. Em breve, trarei novidades sobre os próximos passos dessa aventura.


Alan Frick

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