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segunda-feira, 4 de março de 2013

uma análise sobre o PT no Pará


nos últimos dois dias venho falando sobre a possibilidade do PT ter candidatura própria aqui no estado (Pará), em aliança prioritária com o PMDB, mas com um nome de fora...

por que razão, um partido que dirige 70% dos sindicatos relevantes, que possui a maior bancada isoladana ALEPA( 8 deputados estaduais, mesmo número do PMDB), administra 24 municípios, tem 4 deputados federais...além, é claro, de dirigir a maior parte dos postos da administração federal, precisa trazer um nome de fora para concorrer ao governo estadual?

Resposta para tema tão complexo dificilmente é única...precisamos avaliar todas as alternativas, ou pelo menos as que conheço...e, mais uma vez, quero deixar todos os leitores e leitoras com bastante tranquilidade para fazer críticas ou mesmo subtrair e adicionar pontos ou partes para enriquecer o texto...claro que meu arbítrio definirá quem entra e ou não no texto final...


1- Diferentemente da maior parte dos diretórios regionais do PT pelo país, o do Pará era infectado de forma mais especial pelo vírus do esquerdismo. A ética pela ética da pequena burguesia tratante (tão espancada por Lênin), além de quadros caricatos como o afetado então deputado federal da CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores), transformaram o militar no PT um sonho com pouco respaldo material. O próprio Edmílson Rodrigues que, apesar da ostentação da personalidade de diálogo, sempre cercou-se de radicalóides, por vezes, cai nesta vala comum do conceito leninista...enfim...um dos problemas desta atitude é seu pouquíssimo compromisso com um projeto de poder, já que isso poderia ser visto como um ato degenerado, portanto poucos adentraram seriamente à estrutura burguesa de poder com o vigor necessário para conhecê-la e administrá-la com consequências positivas para o cotidiano da população, contribuindo para o acúmulo de forças para um processo revolucionário. Tá aí um dos problemas centrais do governo Ana Júlia...a turma entrou já pensando em quando sairia, ou quem seriam os escolhidos para eleger com a base material conseguida a partir administração estadual. Os mais espertos e menos compromissados começaram o mandato já pensando nas eleições proporcionais de 2010... o resto é história...o modo PT de governar, infelizmente, não enseja boas lembranças para a população do estado



2- Existe um movimento cada vez maior dentro das forças de esquerda (todas elas), de engabinetamento, ou seja, transformar em prioridades as questões institucionais, fazendo com que os movimentos sociais existam em função das conquistas e possíveis avanços nesta área. Em parte estão mais do que corretos, pois não há problema em pavimentar um caminho conjunto entre estado e vontade popular direta, mas estamos muitos tons acima do que poderia ser considerado um afinamento ideal. Isso tem consequência na formação das novas direções partidárias e nos quadros que são atraídos por este campo de gravidade, fazendo com que quadros saudáveis procurem o discurso mais fácil do esquerdismo, ou mesmo, que desistam de militar. A resultante final é que quadros formados na luta política cotidiana são cada vez menos importantes que aqueles com votos, não importando a origem destes ou mesmo a ideologia do propritário da base eleitoral. Esse movimento torto acaba por diminuir a capacidade de agregar genuínos quadros e líderes, diminuido a possibilidade de renovação de lideranças respeitadas pelo povo, confundidos com sua luta e com os seus. Há uma verdadeira pateurização do que significa ser um líder de esquerda e este fator, junto com a descrença construída junto à população por conta do processo hipócrita mantido pela mídia para derrubar os alicerces do Governo Lula e mais recentemente para jogar lama na Dilma, nas pré-eleições municipais. Sem dúvida isso não ajuda...

Enfim, conheço muitas pessoas com falhas de caráter que tentarão transformar este artigo numa forma de dizer que estou atacando a esquerda...bom, a estes animais deixo minha indiferença...aos demais, esta é uma tentaiva de explicar o que muitos não conseguiram entender: como que a esquerda, com PT no governo federal e estadual conseguiram perder as eleições para um PSDB enfrentando grandes dificuldades, financeiras e políticas...que esse seja um texto para contribuir no debate crítico e autocrítico que Lênin tanto insistia como forma de organização revolucionária.

Abaixo, para os curiosos, as estruturas de poder do PT no Pará, não estão listados os órgãos federais nem sindicatos, mas prometo acrescentar em pouco tempo:

DEPUTADOS FEDERAIS (2010 A 2014)
    -Beto Faro (PT)
    - Miriquinho Batista (PT)
    - Cláudio Puty (PT)
    - Zé Geraldo (PT)
   DEPUTADOS ESTADUAIS (2010 A 2014)
  
- Chico da Pesca (PT)
- Bordalo (PT)
- Valdir Ganzer (PT)
- Edilson Moura (PT)
- Bernadete (PT)
- Airton Faleiro (PT)
- Milton Simmer (PT)
- Zé Maria (PT)

   PREFEITURAS DO PT (2012 a 2016)

Na região Bragantina o Partido elegeu: padre Nelson Magalhães, em Bragança e Maria Romana na cidade de Augusto Correa.

Municípios da estrada

Nos municípios de estrada, o PT elegeu Salvador Chamom, em Ipixuna do Pará; Badel, em Mãe do Rio; e Nilton Albuquerque, em Nova Esperança do Piriá.

Regiões Guajarina e Tocantina

Nas regiões Guajarina e Tocantina, o PT elegeu Saci, em Baião; Iracio , em Cametá; Lucio Bessa, em Bujaru; e Nelsão, em São João da Ponta;

Região Sul do Pará

Na região sul, o PT elegeu Deusmir, em Água Azul do Norte e Valter Peixoto, em Conceição do Araguaia.

Municípios da Transamazônica

Nos municípios da transamazônica o Partido elegeu Gaúcho da Entre Rios, em Medicilândia.

Sudeste do Pará

No sudeste paraense, o Partido elegeu o atual prefeito Dr. Sidney, em Bom Jesus do Tocantins; Dino, em Jacundá e Benjamim Tasca, em Itupiranga;

Baixo Amazonas

Na região do Baixo Amazonas o Partido elegeu Botelho, em Almeirim, Dilma Serrão; em Belterra; Raulien Queiroz, em Jacareacanga; e Dr. Sergio, em Monte Alegre.

Região das Ilhas

Na região das ilhas, o PT elegeu Léo Arruda, em Curralinho; Nogueira, em Gurupá, Marcelo Pamplona, em Santa Cruz do Arari; Getúlio Brabo, em São Sebastião da Boa Vista; e João Luiz, na cidade de Soure

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

RESENHA DO FILME O NOME DA ROSA

O NOME DA ROSA (livro de Umberto Eco)

A primeira metade do filme ambienta a trama, contextualizando a base teológica dos monges e
freis, e suas respectivas consequências nos discursos e na forma de encarar a vida e de produção argumentativa. Esta passagem fica clara quando da discussão entre o monge cego e Willian de
Bakersville, sobre a natureza divina ou demoníaca do riso.
Além disso, deixa claro o pensamento médio dos monges escribas sobre os escritos clássicos, no caso filosóficos, e sua repugnância sobre os mesmos, pois estes nada trariam de bom, do ponto de vista do espírito, e, portanto, considerados inúteis e perigosos. Por conta disso, o centro do mistério está na biblioteca, com seus livros, no caso um atribuído a Venâncio, que é embebido em arsênico, causando a morte a leitores desavisados, caso de três dos monges.
Fica clara também a sombra da perseguição inquisitória com fundamentos tão convenientes,
quanto desprovidos de objetividade, em favor da ojeriza às ideias contrárias ou diferentes do catolicismo. Em nome dos dogmas católicos,este mosteiro, assim como alguns outros, são verdadeiros depósitos destes livros, contribuindo para o obscurantismo medievo, num esquema de retroalimentação da “inteligentsia” católica, em seu auge neste momento histórico, ainda sem a contraposição do ideário protestante. Existe uma clara contraposição desta teologia cega à racionalidade, quando o inquisidor e o Frei Franciscano dão respostas diferentes ao problema dos assassinatos de monges.
O filme é uma excelente fotografia da rasa discussão filosófica para que declinou o ocidente pós
fim do Império Romano, com a subsequente ampliação de poderes seculares do catolicismo,
Com a oposição de valores como bem e mal, certo e errado, virtudes e defeitos, verdade e mentira,
enfim...sob a manta da hipocrisia e frenesi coletivo causado pelo medo da fogueira e das torturas, o
raciocínio cede lugar à afetação despropositada, para o deleite dos que anseiam por escutar aquilo que
esperam.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

DIÁRIO DE UM CONCURSEIRO II- A MISSÃO (1)

Hoje li um livro fundamental para quem quer alcançar o objetivo de passar em um concurso público ou qualquer outra meta na vida que exija concentração e  atividades cerebrais. O nome do livro é: "TURBINE SEU CÉREBRO - as novas descobertas da neurociência para você alcançar o sucesso" de Nanci Azevedo Cavaco. Apesar de haver alguns elementos de auto-ajuda, estes não são piegas e o central no livro são os aspectos práticos e científicos para desenvolver mais e melhor seu sistema cognitivo.
Nele entendi e aprendi uma série de coisas a partir das quais organizarei meu plano de estudo para esta nova caminhada, cuja finalidade é passar na prova pública para conquistar o cargo de técnico administrativo do Tribunal Regional do Trabalho da 8º região, cargo almejado por muitos.
Diferentemente do caminho que trilhei para o INSS, que não foi dos piores, neste iniciarei fazendo um planejamento minucioso dos passos que darei até o dia da prova. São muitas as coisas que podem ajudar a organizar um estudo de forma mais eficaz, ao mesmo tempo ganhando tempo para estar junto da família, amigos e, é claro, ainda estudar para as provas do meu curso de Filosofia na Universidade Federal do Pará, coisa das mais complicadas...na próxima segunda já tem prova do professor Snake...Teoria do Conhecimento II (uma pequena dissertação sobre a Crítica da Razão Pura, de Kant)
Vou começar enumerando os pontos que achei mais interessantes no livro e capazes de ajudar a fazer do estudo uma tarefa mais agradével e com um aproveitamento muito maior. Muitos poderão dizer: mas você vai compartilhar com pretensos concorrentes ideias que talvez os ajudem a ter um resultado melhor que o seu? Uma das coisas que aprendi com este livro e com a vida é que mesmo que você não seja o melhor, você deve procurar fazer o melhor e ao falar sobre este tema estou ajudando-me a fixá-lo e ao mesmo tempo fazendo um bem que pode ser um diferencial aos que tiverem a paciência de ler o artigo. Isso me parece bom. E, além disso, que me desculpem os demais, mas serei o primeiro colocado.

continua...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

sobre a verdade

falemos um pouco sobre a verdade....
o que significa?
para mim, a idealização da verdade completa seria uma visão tridimiensional em tempo real de um determinado acontecimento com transparências sonoras`e sensorialmente perceptíveis com as motivações, confusões, vontades e angústias e todos os demais elementos que fazem parte das ações humanas, além das formas e interferências das matérias e movimentos orgânicos naturais, e, para os que acreditam, sobrenaturais...
enfim...para qualquer pessoa que não possua os atributos que alguns dizem ter Deus, isso é impossível...portanto, o que realmente chamamos de verdade?
em primeiro lugar, precisamos entender o que importa ser verdade...
um olhar sobre a vida cotidiana, os cães supervisionando odores em postes, ou crianças maquinando brincadeiras ou frustrando-se pela ausência delas, pássaros fazendo ninhos enquanto lagartos observam esperando o momento do assassinato dos ovos. A quem interessa isso, além de observadores que dirão o quão bela, complexa e caótica é a realidade, pessoas obviamente com poucos afazeres....?!
o que chamamos de verdade, ou de sua antagonista, a mentira, é a disputa por versões, que invariavelmente fazem parte de algum interesse, aberto, semi aberto ou ocluso, ou mesmo excuso, de alguém ou alguns...os historiadores costumam tentar retratá-la, alguns, mais recentemente acham interessante a reconstituição de práticas e formas de ação cotidianas vãs, como os gostos de determinada época, ou a forma como as pessoas percebiam as pastas de dente. Ainda bem que existem imbecis, do contrário estas tarefas, que em algum momento de nossa caminhada inorgânica evolutiva pode ter alguma utilidade, não teriam seus produtores.
Mas o que realmente atrai a atenção de todos são os jogos de poder, em seus mais diversos âmbitos, e é neles onde as maiores injustiças são feitas e transformadas em bondades e o contrário não é mentira, é verdade, que por vezes é uma grande mentira...enfim...esta grande hipocrisia está baseada, em quase todos os momentos, em conveniências e armadilhas, falsetes que armamos para fazer nossas consciências passarem sem nada perceber...as verdadeiras verdades, em geral são pouco belas, não adulam o erro, a ganância...não adulam nada, nem a ninguém...por poucas vezes ela de fato aparece, em geral quando não serve para absolutamente nada, deixando um aviso aos insanos que tentam entendê-la: construam sua verdade à força, pois apesar de dizer que não, esta é a regra mestra de nossa sociedade...isso parece o texto de alguém desgostoso com a vida, mas não é...se não dá pra jogar o jogo do jeito certo, há sabores e entretenimento suficiente do outro...e torçamos para aquilo que nos espera além daqui, seja lá o que for, não leve isso em conta para sermos ou vivermos sei lá o que...enfim...assim inicio meu ano...vamos jogar...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

SOBRE O GOLPE DO REMO


Estou a quase 5 anos morando em território paraense e, como qualquer pessoa que more em Belém e  goste de viver em sociedade, tomei parte entre os times que apaixonam esta cidade e estado, como em poucos lugares do Brasil. Fui a jogos do Remo, da Tuna e do Paysandú, tive contato com o cotidiano dos debates , lugares comuns, quesitos existentes em todo o lugar que vive o futebol como parte de primeira linha do imaginário popular. Fiz isso pois já tenho um time de coração, que é o Flamengo e não tinha muita vontade de torcer para outro, apesar de simpatizar com o Santos. Acabei por decidir adentrar a torcida do Paysandú.
Mas, escrevo este texto não como bicolor, ou rubro-negro, ou mesmo alvinegro da baixada santista, mas como admirador da instituição FUTEBOL PROFISSIONAL, que é indissociável da condição de brasileiro. Faço isso depois de acompanhar um dos maiores e tristes golpes que esta instituição poderia receber com a desistência do Cametá em participar da Série D do campeonato brasileiro. Este time derrotou do Clube do Remo após os dois jogos da final do campeonato paraense de futebol, no Mangueirão, na frente de 60.000 torcedores (se somados os públicos das duas partidas da final). Nenhum comentarista de renome, nem mesmo entre os remistas que conheço, reclamou do resultado final. Houve quem chorasse, berrasse, esperneasse, coisas que os torcedores do Remo já acostumaram-se a fazer, mas não existiu crítica ao fato concreto em questão: o Clube do Remo perdeu as finais do Parazão 2012 para o Cametá, mais conhecido como Mapará Remoso.
Mas, para os dirigentes, beneméritos, os anciãos, enfim, o trem da alegria (com raríssimas exceções) que dirige o clube, o que vale é sua vontade, sua vaidade, sua fanfarronice. O resultado, sua péssima administração, o desrespeito com que tratam os profissionais que ali trabalham, são elementos acessórios da realidade, afinal, por que levá-los em conta?
Por que levar em conta que a anos o clube privilegia a contratação de jogadores de qualidade duvidosa e caros, que não são absorvidos pelo cenário principal do futebol do sul e sudeste. E por que levar em conta que até hoje o Remo não teve nenhuma ação relevante de mudança administrativa, de novas idéias, captação de recursos por fontes diferenciadas. Por que levar em conta que só alguns poucos elegem a diretoria do Remo, e, entre os pouquíssimos eleitos, elege-se, indiretamente, o cabeça, ou Cabeça. Por que levar em conta?
Por que levar em conta que o Remo trata as divisões de base do futebol profissional de forma mais que amadora, beirando a irresponsabilidade. É ali onde deveriam estar concentrados 50%, dos recursos, pois é donde sairão novos talentos, que custam menos e que podem trazer lucros maiores em perspectiva. Mas isso dá trabalho, não traz resultados imediatos e não atrai tanto as lentes da imprensa.
O negócio é RE-PÁ, Mangueirão lotado e divisão da grana dos ingressos.
A torcida, apaixonada, não quer saber muito quem é o desgraçado que está se dando bem na administração do clube. Não quer saber dos jogos sujos e das auto sabotagens que os próprios diretores fazem uns com os outros, nem quanto cada um ganha com a venda e compra de uma série de pernas de pau, que, em pouco tempo, estarão processando o Clube, provavelmente com razão. Não quer saber se cartola sobe nas costas dos outros para dizer à imprensa esportiva paraense quem teve a genial idéia de alguma contratação desastrosa, aliás, como gostam e temem, e bajulam e cobram bajulação da imprensa, um verdadeiro campo de trabalho para psicólogos. Enfim, um circo, verdadeiro show do Tom (sem querer ofender os profissionais que trabalham nestes lugares).
Esta turma deve ter enlouquecido a mente do presidente do Cametá, oferecido mundos e fundos para que este retirasse o Campeão Paraense da Série D do Campeonato Brasileiro. E logo num ano em que a CBF anunciou que todos os custos de deslocamento e estadia serão pagos por ela, diminuindo muito o custo mensal que o clube teria. Não há razão lógica para que o Cametá tenha tomado esta decisão.
Parece que não sou só eu que penso assim, a população da cidade, revoltada, promoveu um verdadeiro protesto, ameaçando dirigentes do clube tocantino, criando uma situação muito difícil para os envolvidos. Não dá pra esperar tranqüilidade desta turma, se era isso o que os geniais dirigentes azulinos pensavam. E, se a administração de Klautau derrubou o escudo durante madrugada, a atual o fez no escuro de algum gabinete, ou pelas ondas de um celular. O resultado é o mesmo.
Desta vez o golpe, se conseguirem dar, trará o gosto amargo do erro, do conluio, das sombras e da vergonha. Não haverá derrota completa dos derrotados, e nem vitória dos vitoriosos, todos perderão e mancha-se a história dos dois clubes para sempre.

domingo, 29 de abril de 2012

SOBRE AS ELEIÇÕES DO DCE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

Desde o fim da semana santa, travou-se uma importante e significativa batalha política na disputa pela direção do Diretório Central dos Estudantes na Universidade Federal do Pará, a segunda maior instituição federal de ensino público do país. Num momento em que esta passa por uma série de históricas transformações infra estruturais, da consolidação do processo de interiorização e aprofundamento da democracia, o grupo que geria a dez anos os rumos do movimento estudantil perdeu as eleições desta última semana.
O PSOL, principalmente, perdeu o comando da entidade através da qual destilou sectarismo e intolerância política, exacerbado esquerdismo, principalmente nos últimos quatro anos (mais à frente explico a diferença que havia no período anterior a 2008). Uma importante derrota, levando em conta que era o maior DCE que dirigiam, em todo o Brasil.
Durante meus tempos de movimento estudantil no Rio de Janeiro, lembro da UFPA como sinônimo de CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores), então tendência do PT. Este era o principal espaço formador de quadros deste partido portanto, esta não é qualquer derrota para eles, foram feridos gravemente. Abro um parênteses para falar da CST:
A forma como cercaram Pedro Fonteles no ICB, covardemente, diz muito sobre o que são hoje, podemos somar a invasão que promoveram à sede do PSTU em Niterói, espancando as pessoas que ali se encontravam. Não possuem um único parlamentar e sua principal liderança no estado, na primeira oportunidade, traiu seus eleitores e mudou-se para o Rio de Janeiro, depois de uma epifania sobre a revolução ética no Brasil, pós CPI do Mensalão. Uma tendência, como diz o PSTU, irresponsável. Há uma ou duas na UFPA que não combinam nem um pouco com isso. Torço para que recuperem o tempo perdido e utilizem sua militância para algo construtivo social e pessoalmente. Falo isso sinceramente.
Do PSTU, apesar de fazer parte do grupo que perdeu a gestão do DCE, não posso falar a mesma coisa. Eles não precisam tanto da UFPA, possuem bastante consistência orgânica e, de fato, a ANEL os têm ajudado a recrutar quadros para suas fileiras, e conseguem mantê-los ocupados com isso. Não fará tanta diferença para eles, são menos dependentes desta dinâmica. No fim, acho que ficarão mais a vontade como oposição e poderão, inclusive, substanciar sua militância com mais uns dois ou três quadros do PSOL, depois da guerra, quero dizer, balanço. Não seria nenhuma novidade.
Venceram a eleição os integrantes da CHAPA 2- UFPA QUE QUEREMOS, pois conquistaram, pela primeira vez em uma década inteira, uma das coordenações gerais... também o fizeram os militantes da CHAPA 1- a LIGA ACADÊMICA INDEPENDENTE, que conseguiu ultrapassar os 10% de cláusula de desempenho, arrebatando quadro vagas na próxima direção. E, a maior vitória foram os 55% totais, através dos quais as duas chapas juntas, caso queiram, têm o poder de marcar reuniões, ou mesmo acelerar o ritmo das necessárias mudanças pelas quais o DCE precisa passar.
Agora, mais do que falar sobre quem perdeu, é importante antevermos os dilemas e decisões do que vem pela frente, além da necessidade de ajustamento na gestão em torno de um conjunto de ideias e metas que unifiquem o máximo de forças e pessoas políticas, que farão parte da nova diretoria do DCE. Urge a resolução desta questão para que a agenda do movimento estudantil não fique à mercê de brigas e picuinhas de perdedores. É preciso andar pra frente, quem quiser caminhar junto que o faça, os que não, enfim, assistam ao espetáculo.
Penso que existem três grandes desafios iniciais que o DCE da UFPA precisa resolver e que dependem, exclusivamente, de vontade política:
1- É fundamental regularizar a situação jurídica e institucional da entidade. É tão absurdo este não possuir ao menos o CNPJ, que não preciso alongar-me neste assunto.
2- É preciso estabelecer uma agenda de reapresentação do DCE para dentro da Universidade (Institutos e Campi) e para a sociedade paraense, conversar com prefeitos, deputados, senadores, presidentes de entidades dos movimentos sociais (de todos os partidos), articular junto à sociedade civil organizada; participar das conferências e agendas públicas, ou seja, voltar a fazer parte, para além das manifestações partidárias, da vida do restante da sociedade.
3- Estabelecer regras claras de funcionamento da diretoria, com penalidades para os que faltarem reuniões, antecedência na convocação destas e respeito às decisões coletivamente deliberadas.
Ademais, existem projetos em curso, como a captação dos recursos para os JOGOS INTERNOS DA UFPA e para o projeto  ESPORTE NA UNIVERSIDADE, cerca de R$2.500.000,00, que podem credenciar a UFPA como a maior investidora no esporte, entre todas as demais no Brasil, incluídas aí as universidades particulares. Às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas, podemos ser exemplo neste importante segmento, para todo o restante do país. E tantos outros projetos em curso, da universidade ou não, para os quais esta entidade durante tanto tempo negligenciou. É necessário saber quais e onde estão estas iniciativas, e participar delas.
Mas, para tudo isso dar certo, é preciso que, o campo que ganhou as eleições tenha calma, não caia em provocações, tenha em mente que, mais importante que identificar os pontos de diferença, neste momento, precisamos encontrar os de concordância, e passar a segunda, e passar a terceira...enfim...Quem quiser acompanhar vai ter de, primeiro, aprender a ser minoria, engolir o orgulho e a arrogância. Espero que o façam, pois, desta forma, avançaremos mais rápido. Aliás, pra quem quiser, tenho várias fichas de filiação do PCdoB e, tenho certeza, que a turma do PT e PDT também. Pros insatisfeitos, não existirá hora melhor.
Parabéns aos aos lutadores da maior batalha que já presenciei dentro de uma universidade, foi minha última, mas a melhor...






sexta-feira, 23 de março de 2012

sobre o PSTU

o que penso sobre o PSTU:

vocês tem o sistema cognitivo engarrafado, ou são mal intencionados...ou mais provavelmente as duas coisas juntas...por vocês o poder ficaria eternamente nas mãos da direita já que não se mobilizam para sua conquista...na prática jogam para que esta se sobressaia...felizmente suas táticas divisionistas e fratricidas já foram, inúmeras vezes, desmascaradas pela história. Não possuem projeto de poder pois já o possui...são apenas os rebeldes sem causa, em geral filhos e filhas da própria burguesia, que não compreendem que a opção de classes requer mais que um comprometimento com a fraseologia trotskista, esquerdista, incapaz de compreender que nossa vontade submete-se à realidade, e que esta última deve ser levada em conta para a tomada de decisões de qualquer natureza...não estamos esperando o momento em que a grande greve acontecerá para, iluminadamente, comandá-la rumo ao arco íris do socialismo (aliás, sempre bom lembrar que não existe uma única experiência de levante ou revolução produzida por grupos desta natureza, digo, trotskista)...estamos construindo as condições para uma mudança qualitativa no acúmulo de forças para o processo revolucionário real, que não será igual a seus devaneios anacrônicos, e sim reflexo da labuta diária pela disputa do poder real em nossa trincheira de luta, nossa pátria...o Brasil...