Hoje li um livro fundamental para quem quer alcançar o objetivo de passar em um concurso público ou qualquer outra meta na vida que exija concentração e atividades cerebrais. O nome do livro é: "TURBINE SEU CÉREBRO - as novas descobertas da neurociência para você alcançar o sucesso" de Nanci Azevedo Cavaco. Apesar de haver alguns elementos de auto-ajuda, estes não são piegas e o central no livro são os aspectos práticos e científicos para desenvolver mais e melhor seu sistema cognitivo.
Nele entendi e aprendi uma série de coisas a partir das quais organizarei meu plano de estudo para esta nova caminhada, cuja finalidade é passar na prova pública para conquistar o cargo de técnico administrativo do Tribunal Regional do Trabalho da 8º região, cargo almejado por muitos.
Diferentemente do caminho que trilhei para o INSS, que não foi dos piores, neste iniciarei fazendo um planejamento minucioso dos passos que darei até o dia da prova. São muitas as coisas que podem ajudar a organizar um estudo de forma mais eficaz, ao mesmo tempo ganhando tempo para estar junto da família, amigos e, é claro, ainda estudar para as provas do meu curso de Filosofia na Universidade Federal do Pará, coisa das mais complicadas...na próxima segunda já tem prova do professor Snake...Teoria do Conhecimento II (uma pequena dissertação sobre a Crítica da Razão Pura, de Kant)
Vou começar enumerando os pontos que achei mais interessantes no livro e capazes de ajudar a fazer do estudo uma tarefa mais agradével e com um aproveitamento muito maior. Muitos poderão dizer: mas você vai compartilhar com pretensos concorrentes ideias que talvez os ajudem a ter um resultado melhor que o seu? Uma das coisas que aprendi com este livro e com a vida é que mesmo que você não seja o melhor, você deve procurar fazer o melhor e ao falar sobre este tema estou ajudando-me a fixá-lo e ao mesmo tempo fazendo um bem que pode ser um diferencial aos que tiverem a paciência de ler o artigo. Isso me parece bom. E, além disso, que me desculpem os demais, mas serei o primeiro colocado.
continua...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
sobre a verdade
falemos um pouco sobre a verdade....
o que significa?
para mim, a idealização da verdade completa seria uma visão tridimiensional em tempo real de um determinado acontecimento com transparências sonoras`e sensorialmente perceptíveis com as motivações, confusões, vontades e angústias e todos os demais elementos que fazem parte das ações humanas, além das formas e interferências das matérias e movimentos orgânicos naturais, e, para os que acreditam, sobrenaturais...
enfim...para qualquer pessoa que não possua os atributos que alguns dizem ter Deus, isso é impossível...portanto, o que realmente chamamos de verdade?
em primeiro lugar, precisamos entender o que importa ser verdade...
um olhar sobre a vida cotidiana, os cães supervisionando odores em postes, ou crianças maquinando brincadeiras ou frustrando-se pela ausência delas, pássaros fazendo ninhos enquanto lagartos observam esperando o momento do assassinato dos ovos. A quem interessa isso, além de observadores que dirão o quão bela, complexa e caótica é a realidade, pessoas obviamente com poucos afazeres....?!
o que chamamos de verdade, ou de sua antagonista, a mentira, é a disputa por versões, que invariavelmente fazem parte de algum interesse, aberto, semi aberto ou ocluso, ou mesmo excuso, de alguém ou alguns...os historiadores costumam tentar retratá-la, alguns, mais recentemente acham interessante a reconstituição de práticas e formas de ação cotidianas vãs, como os gostos de determinada época, ou a forma como as pessoas percebiam as pastas de dente. Ainda bem que existem imbecis, do contrário estas tarefas, que em algum momento de nossa caminhada inorgânica evolutiva pode ter alguma utilidade, não teriam seus produtores.
Mas o que realmente atrai a atenção de todos são os jogos de poder, em seus mais diversos âmbitos, e é neles onde as maiores injustiças são feitas e transformadas em bondades e o contrário não é mentira, é verdade, que por vezes é uma grande mentira...enfim...esta grande hipocrisia está baseada, em quase todos os momentos, em conveniências e armadilhas, falsetes que armamos para fazer nossas consciências passarem sem nada perceber...as verdadeiras verdades, em geral são pouco belas, não adulam o erro, a ganância...não adulam nada, nem a ninguém...por poucas vezes ela de fato aparece, em geral quando não serve para absolutamente nada, deixando um aviso aos insanos que tentam entendê-la: construam sua verdade à força, pois apesar de dizer que não, esta é a regra mestra de nossa sociedade...isso parece o texto de alguém desgostoso com a vida, mas não é...se não dá pra jogar o jogo do jeito certo, há sabores e entretenimento suficiente do outro...e torçamos para aquilo que nos espera além daqui, seja lá o que for, não leve isso em conta para sermos ou vivermos sei lá o que...enfim...assim inicio meu ano...vamos jogar...
quarta-feira, 16 de maio de 2012
SOBRE O GOLPE DO REMO
Estou a quase 5 anos morando em território paraense e, como
qualquer pessoa que more em Belém e goste
de viver em sociedade, tomei parte entre os times que apaixonam esta cidade e
estado, como em poucos lugares do Brasil. Fui a jogos do Remo, da Tuna e do
Paysandú, tive contato com o cotidiano dos debates , lugares comuns, quesitos
existentes em todo o lugar que vive o futebol como parte de primeira linha do
imaginário popular. Fiz isso pois já tenho um time de coração, que é o Flamengo
e não tinha muita vontade de torcer para outro, apesar de simpatizar com o
Santos. Acabei por decidir adentrar a torcida do Paysandú.
Mas, escrevo este texto não como bicolor, ou rubro-negro, ou
mesmo alvinegro da baixada santista, mas como admirador da instituição FUTEBOL
PROFISSIONAL, que é indissociável da condição de brasileiro. Faço isso depois
de acompanhar um dos maiores e tristes golpes que esta instituição poderia receber
com a desistência do Cametá em participar da Série D do campeonato brasileiro.
Este time derrotou do Clube do Remo após os dois jogos da final do campeonato paraense de futebol, no
Mangueirão, na frente de 60.000 torcedores (se somados os públicos das duas
partidas da final). Nenhum comentarista de renome, nem mesmo entre os remistas
que conheço, reclamou do resultado final. Houve quem chorasse, berrasse,
esperneasse, coisas que os torcedores do Remo já acostumaram-se a fazer, mas
não existiu crítica ao fato concreto em questão: o Clube do Remo perdeu as finais do Parazão 2012 para o Cametá, mais conhecido como Mapará
Remoso.
Mas, para os dirigentes, beneméritos, os anciãos, enfim, o trem da alegria (com raríssimas exceções) que dirige o clube, o que vale é sua vontade,
sua vaidade, sua fanfarronice. O resultado, sua péssima administração, o
desrespeito com que tratam os profissionais que ali trabalham, são elementos
acessórios da realidade, afinal, por que levá-los em conta?
Por que levar em conta que a anos o clube privilegia a
contratação de jogadores de qualidade duvidosa e caros, que não são absorvidos
pelo cenário principal do futebol do sul e sudeste. E por que levar em conta
que até hoje o Remo não teve nenhuma ação relevante de mudança administrativa,
de novas idéias, captação de recursos por fontes diferenciadas. Por que levar
em conta que só alguns poucos elegem a diretoria do Remo, e, entre os
pouquíssimos eleitos, elege-se, indiretamente, o cabeça, ou Cabeça. Por que
levar em conta?
Por que levar em conta que o Remo trata as divisões de base
do futebol profissional de forma mais que amadora, beirando a
irresponsabilidade. É ali onde deveriam estar concentrados 50%, dos recursos, pois
é donde sairão novos talentos, que custam menos e que podem trazer lucros
maiores em perspectiva. Mas isso dá trabalho, não traz resultados imediatos e
não atrai tanto as lentes da imprensa.
O negócio é RE-PÁ, Mangueirão lotado e divisão da grana dos
ingressos.
A torcida, apaixonada, não quer saber muito quem é o
desgraçado que está se dando bem na administração do clube. Não quer saber dos
jogos sujos e das auto sabotagens que os próprios diretores fazem uns com os
outros, nem quanto cada um ganha com a venda e compra de uma série de pernas de
pau, que, em pouco tempo, estarão processando o Clube, provavelmente com razão.
Não quer saber se cartola sobe nas costas dos outros para dizer à imprensa
esportiva paraense quem teve a genial idéia de alguma contratação desastrosa,
aliás, como gostam e temem, e bajulam e cobram bajulação da imprensa, um
verdadeiro campo de trabalho para psicólogos. Enfim, um circo, verdadeiro show
do Tom (sem querer ofender os profissionais que trabalham nestes lugares).
Esta turma deve ter enlouquecido a mente do presidente do Cametá, oferecido
mundos e fundos para que este retirasse o Campeão Paraense da Série D do
Campeonato Brasileiro. E logo num ano em que a CBF anunciou que todos os custos
de deslocamento e estadia serão pagos por ela, diminuindo muito o custo mensal
que o clube teria. Não há razão lógica para que o Cametá tenha tomado esta decisão.
Parece que não sou só eu que penso assim, a população da
cidade, revoltada, promoveu um verdadeiro protesto, ameaçando dirigentes do
clube tocantino, criando uma situação muito difícil para os envolvidos. Não dá pra esperar
tranqüilidade desta turma, se era isso o que os geniais dirigentes azulinos
pensavam. E, se a administração de Klautau derrubou o escudo durante madrugada,
a atual o fez no escuro de algum gabinete, ou pelas ondas de um celular. O
resultado é o mesmo.
Desta vez o golpe, se conseguirem dar, trará o gosto
amargo do erro, do conluio, das sombras e da vergonha. Não haverá derrota
completa dos derrotados, e nem vitória dos vitoriosos, todos perderão e mancha-se
a história dos dois clubes para sempre.
domingo, 29 de abril de 2012
SOBRE AS ELEIÇÕES DO DCE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Desde o fim da semana santa, travou-se uma importante e significativa batalha política na disputa pela direção do Diretório Central dos Estudantes na Universidade Federal do Pará, a segunda maior instituição federal de ensino público do país. Num momento em que esta passa por uma série de históricas transformações infra estruturais, da consolidação do processo de interiorização e aprofundamento da democracia, o grupo que geria a dez anos os rumos do movimento estudantil perdeu as eleições desta última semana.
O PSOL, principalmente, perdeu o comando da entidade através da qual destilou sectarismo e intolerância política, exacerbado esquerdismo, principalmente nos últimos quatro anos (mais à frente explico a diferença que havia no período anterior a 2008). Uma importante derrota, levando em conta que era o maior DCE que dirigiam, em todo o Brasil.
Durante meus tempos de movimento estudantil no Rio de Janeiro, lembro da UFPA como sinônimo de CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores), então tendência do PT. Este era o principal espaço formador de quadros deste partido portanto, esta não é qualquer derrota para eles, foram feridos gravemente. Abro um parênteses para falar da CST:
A forma como cercaram Pedro Fonteles no ICB, covardemente, diz muito sobre o que são hoje, podemos somar a invasão que promoveram à sede do PSTU em Niterói, espancando as pessoas que ali se encontravam. Não possuem um único parlamentar e sua principal liderança no estado, na primeira oportunidade, traiu seus eleitores e mudou-se para o Rio de Janeiro, depois de uma epifania sobre a revolução ética no Brasil, pós CPI do Mensalão. Uma tendência, como diz o PSTU, irresponsável. Há uma ou duas na UFPA que não combinam nem um pouco com isso. Torço para que recuperem o tempo perdido e utilizem sua militância para algo construtivo social e pessoalmente. Falo isso sinceramente.
Do PSTU, apesar de fazer parte do grupo que perdeu a gestão do DCE, não posso falar a mesma coisa. Eles não precisam tanto da UFPA, possuem bastante consistência orgânica e, de fato, a ANEL os têm ajudado a recrutar quadros para suas fileiras, e conseguem mantê-los ocupados com isso. Não fará tanta diferença para eles, são menos dependentes desta dinâmica. No fim, acho que ficarão mais a vontade como oposição e poderão, inclusive, substanciar sua militância com mais uns dois ou três quadros do PSOL, depois da guerra, quero dizer, balanço. Não seria nenhuma novidade.
Venceram a eleição os integrantes da CHAPA 2- UFPA QUE QUEREMOS, pois conquistaram, pela primeira vez em uma década inteira, uma das coordenações gerais... também o fizeram os militantes da CHAPA 1- a LIGA ACADÊMICA INDEPENDENTE, que conseguiu ultrapassar os 10% de cláusula de desempenho, arrebatando quadro vagas na próxima direção. E, a maior vitória foram os 55% totais, através dos quais as duas chapas juntas, caso queiram, têm o poder de marcar reuniões, ou mesmo acelerar o ritmo das necessárias mudanças pelas quais o DCE precisa passar.
Agora, mais do que falar sobre quem perdeu, é importante antevermos os dilemas e decisões do que vem pela frente, além da necessidade de ajustamento na gestão em torno de um conjunto de ideias e metas que unifiquem o máximo de forças e pessoas políticas, que farão parte da nova diretoria do DCE. Urge a resolução desta questão para que a agenda do movimento estudantil não fique à mercê de brigas e picuinhas de perdedores. É preciso andar pra frente, quem quiser caminhar junto que o faça, os que não, enfim, assistam ao espetáculo.
Penso que existem três grandes desafios iniciais que o DCE da UFPA precisa resolver e que dependem, exclusivamente, de vontade política:
1- É fundamental regularizar a situação jurídica e institucional da entidade. É tão absurdo este não possuir ao menos o CNPJ, que não preciso alongar-me neste assunto.
2- É preciso estabelecer uma agenda de reapresentação do DCE para dentro da Universidade (Institutos e Campi) e para a sociedade paraense, conversar com prefeitos, deputados, senadores, presidentes de entidades dos movimentos sociais (de todos os partidos), articular junto à sociedade civil organizada; participar das conferências e agendas públicas, ou seja, voltar a fazer parte, para além das manifestações partidárias, da vida do restante da sociedade.
3- Estabelecer regras claras de funcionamento da diretoria, com penalidades para os que faltarem reuniões, antecedência na convocação destas e respeito às decisões coletivamente deliberadas.
Ademais, existem projetos em curso, como a captação dos recursos para os JOGOS INTERNOS DA UFPA e para o projeto ESPORTE NA UNIVERSIDADE, cerca de R$2.500.000,00, que podem credenciar a UFPA como a maior investidora no esporte, entre todas as demais no Brasil, incluídas aí as universidades particulares. Às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas, podemos ser exemplo neste importante segmento, para todo o restante do país. E tantos outros projetos em curso, da universidade ou não, para os quais esta entidade durante tanto tempo negligenciou. É necessário saber quais e onde estão estas iniciativas, e participar delas.
Mas, para tudo isso dar certo, é preciso que, o campo que ganhou as eleições tenha calma, não caia em provocações, tenha em mente que, mais importante que identificar os pontos de diferença, neste momento, precisamos encontrar os de concordância, e passar a segunda, e passar a terceira...enfim...Quem quiser acompanhar vai ter de, primeiro, aprender a ser minoria, engolir o orgulho e a arrogância. Espero que o façam, pois, desta forma, avançaremos mais rápido. Aliás, pra quem quiser, tenho várias fichas de filiação do PCdoB e, tenho certeza, que a turma do PT e PDT também. Pros insatisfeitos, não existirá hora melhor.
Parabéns aos aos lutadores da maior batalha que já presenciei dentro de uma universidade, foi minha última, mas a melhor...
O PSOL, principalmente, perdeu o comando da entidade através da qual destilou sectarismo e intolerância política, exacerbado esquerdismo, principalmente nos últimos quatro anos (mais à frente explico a diferença que havia no período anterior a 2008). Uma importante derrota, levando em conta que era o maior DCE que dirigiam, em todo o Brasil.
Durante meus tempos de movimento estudantil no Rio de Janeiro, lembro da UFPA como sinônimo de CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores), então tendência do PT. Este era o principal espaço formador de quadros deste partido portanto, esta não é qualquer derrota para eles, foram feridos gravemente. Abro um parênteses para falar da CST:
A forma como cercaram Pedro Fonteles no ICB, covardemente, diz muito sobre o que são hoje, podemos somar a invasão que promoveram à sede do PSTU em Niterói, espancando as pessoas que ali se encontravam. Não possuem um único parlamentar e sua principal liderança no estado, na primeira oportunidade, traiu seus eleitores e mudou-se para o Rio de Janeiro, depois de uma epifania sobre a revolução ética no Brasil, pós CPI do Mensalão. Uma tendência, como diz o PSTU, irresponsável. Há uma ou duas na UFPA que não combinam nem um pouco com isso. Torço para que recuperem o tempo perdido e utilizem sua militância para algo construtivo social e pessoalmente. Falo isso sinceramente.
Do PSTU, apesar de fazer parte do grupo que perdeu a gestão do DCE, não posso falar a mesma coisa. Eles não precisam tanto da UFPA, possuem bastante consistência orgânica e, de fato, a ANEL os têm ajudado a recrutar quadros para suas fileiras, e conseguem mantê-los ocupados com isso. Não fará tanta diferença para eles, são menos dependentes desta dinâmica. No fim, acho que ficarão mais a vontade como oposição e poderão, inclusive, substanciar sua militância com mais uns dois ou três quadros do PSOL, depois da guerra, quero dizer, balanço. Não seria nenhuma novidade.
Venceram a eleição os integrantes da CHAPA 2- UFPA QUE QUEREMOS, pois conquistaram, pela primeira vez em uma década inteira, uma das coordenações gerais... também o fizeram os militantes da CHAPA 1- a LIGA ACADÊMICA INDEPENDENTE, que conseguiu ultrapassar os 10% de cláusula de desempenho, arrebatando quadro vagas na próxima direção. E, a maior vitória foram os 55% totais, através dos quais as duas chapas juntas, caso queiram, têm o poder de marcar reuniões, ou mesmo acelerar o ritmo das necessárias mudanças pelas quais o DCE precisa passar.
Agora, mais do que falar sobre quem perdeu, é importante antevermos os dilemas e decisões do que vem pela frente, além da necessidade de ajustamento na gestão em torno de um conjunto de ideias e metas que unifiquem o máximo de forças e pessoas políticas, que farão parte da nova diretoria do DCE. Urge a resolução desta questão para que a agenda do movimento estudantil não fique à mercê de brigas e picuinhas de perdedores. É preciso andar pra frente, quem quiser caminhar junto que o faça, os que não, enfim, assistam ao espetáculo.
Penso que existem três grandes desafios iniciais que o DCE da UFPA precisa resolver e que dependem, exclusivamente, de vontade política:
1- É fundamental regularizar a situação jurídica e institucional da entidade. É tão absurdo este não possuir ao menos o CNPJ, que não preciso alongar-me neste assunto.
2- É preciso estabelecer uma agenda de reapresentação do DCE para dentro da Universidade (Institutos e Campi) e para a sociedade paraense, conversar com prefeitos, deputados, senadores, presidentes de entidades dos movimentos sociais (de todos os partidos), articular junto à sociedade civil organizada; participar das conferências e agendas públicas, ou seja, voltar a fazer parte, para além das manifestações partidárias, da vida do restante da sociedade.
3- Estabelecer regras claras de funcionamento da diretoria, com penalidades para os que faltarem reuniões, antecedência na convocação destas e respeito às decisões coletivamente deliberadas.
Ademais, existem projetos em curso, como a captação dos recursos para os JOGOS INTERNOS DA UFPA e para o projeto ESPORTE NA UNIVERSIDADE, cerca de R$2.500.000,00, que podem credenciar a UFPA como a maior investidora no esporte, entre todas as demais no Brasil, incluídas aí as universidades particulares. Às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas, podemos ser exemplo neste importante segmento, para todo o restante do país. E tantos outros projetos em curso, da universidade ou não, para os quais esta entidade durante tanto tempo negligenciou. É necessário saber quais e onde estão estas iniciativas, e participar delas.
Mas, para tudo isso dar certo, é preciso que, o campo que ganhou as eleições tenha calma, não caia em provocações, tenha em mente que, mais importante que identificar os pontos de diferença, neste momento, precisamos encontrar os de concordância, e passar a segunda, e passar a terceira...enfim...Quem quiser acompanhar vai ter de, primeiro, aprender a ser minoria, engolir o orgulho e a arrogância. Espero que o façam, pois, desta forma, avançaremos mais rápido. Aliás, pra quem quiser, tenho várias fichas de filiação do PCdoB e, tenho certeza, que a turma do PT e PDT também. Pros insatisfeitos, não existirá hora melhor.
Parabéns aos aos lutadores da maior batalha que já presenciei dentro de uma universidade, foi minha última, mas a melhor...
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sexta-feira, 23 de março de 2012
sobre o PSTU
o que penso sobre o PSTU:
vocês tem o sistema cognitivo engarrafado, ou são mal intencionados...ou mais provavelmente as duas coisas juntas...por vocês o poder ficaria eternamente nas mãos da direita já que não se mobilizam para sua conquista...na prática jogam para que esta se sobressaia...felizmente suas táticas divisionistas e fratricidas já foram, inúmeras vezes, desmascaradas pela história. Não possuem projeto de poder pois já o possui...são apenas os rebeldes sem causa, em geral filhos e filhas da própria burguesia, que não compreendem que a opção de classes requer mais que um comprometimento com a fraseologia trotskista, esquerdista, incapaz de compreender que nossa vontade submete-se à realidade, e que esta última deve ser levada em conta para a tomada de decisões de qualquer natureza...não estamos esperando o momento em que a grande greve acontecerá para, iluminadamente, comandá-la rumo ao arco íris do socialismo (aliás, sempre bom lembrar que não existe uma única experiência de levante ou revolução produzida por grupos desta natureza, digo, trotskista)...estamos construindo as condições para uma mudança qualitativa no acúmulo de forças para o processo revolucionário real, que não será igual a seus devaneios anacrônicos, e sim reflexo da labuta diária pela disputa do poder real em nossa trincheira de luta, nossa pátria...o Brasil...
vocês tem o sistema cognitivo engarrafado, ou são mal intencionados...ou mais provavelmente as duas coisas juntas...por vocês o poder ficaria eternamente nas mãos da direita já que não se mobilizam para sua conquista...na prática jogam para que esta se sobressaia...felizmente suas táticas divisionistas e fratricidas já foram, inúmeras vezes, desmascaradas pela história. Não possuem projeto de poder pois já o possui...são apenas os rebeldes sem causa, em geral filhos e filhas da própria burguesia, que não compreendem que a opção de classes requer mais que um comprometimento com a fraseologia trotskista, esquerdista, incapaz de compreender que nossa vontade submete-se à realidade, e que esta última deve ser levada em conta para a tomada de decisões de qualquer natureza...não estamos esperando o momento em que a grande greve acontecerá para, iluminadamente, comandá-la rumo ao arco íris do socialismo (aliás, sempre bom lembrar que não existe uma única experiência de levante ou revolução produzida por grupos desta natureza, digo, trotskista)...estamos construindo as condições para uma mudança qualitativa no acúmulo de forças para o processo revolucionário real, que não será igual a seus devaneios anacrônicos, e sim reflexo da labuta diária pela disputa do poder real em nossa trincheira de luta, nossa pátria...o Brasil...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
carta de Lélio Costa sobre os dois anos da morte de Neuton Miranda
Neuton Miranda: um revolucionário!
Hoje faz 02 anos do desaparecimento físico de um dos mais ilustres revolucionários da esquerda paraense, Neuton Miranda. Tive a honra de acompanhar seus últimos 04 anos de vida e ação.
Sua chegada à Superintendência do Patrimônio da União no Pará – SPU/PA foi marcada de expectativa e esperança, pois lidar com um órgão tão conservador e estruturalmente formatado que atendeu, por mais 150 anos, às elites que sempre dominaram os sistemas de consumo e produção do pais não era tarefa simples.
Teve a coragem e ousadia dos “grandes” em romper com a lógica perversa e arcaica, ao passo que se concentrou em colocar o dedo em feridas profundas da sociedade como dar garantia da segurança da posse às famílias que realmente necessitam, reconhecer o uso e ocupação das comunidades tradicionais extrativistas das florestas, propor outro formato para o uso e ocupação das orlas fluviais da Amazônia, assim,fazer cumprir a função social da propriedade pública.
O camarada inconformado com a situação das populações ribeirinhas nos colocou a pensar na implantação do Projeto Nossa Várzea – Cidadania e Sustentabilidade na Amazônia Brasileira, que nasceu de longo debate com as lideranças regionais. O Nossa Várzea já beneficiou/libertou mais de 33.000 famílias ocupantes das margens de nossos cursos d”águas. Ao longo de mais de 04 anos constatamos histórias dignas de filmes e documentários ao depararmos com famílias que viviam em situações análogas ao trabalho escravo, e a partir do NV foi quebrada os laços nocivos com algumas famílias “tradicionais” e hoje vivem livremente.
Lembro-me perfeitamente que foi no carnaval de 2009 que foi concebido o Projeto de Regularização Fundiária Urbana de Belém, a partir de conversas com o Neuton em sua casa em mosqueiro. Naquele dia nosso camarada tivera uma noite difícil vinha de uma crise alérgica e estava medicado.
O resultado desse projeto foi beneficiar mais de 12.000 famílias ocupantes das áreas urbanas da União em nossa capital, por meio das Concessões de Uso Especial para fins de Moradia – CUEM individual e coletiva, ação ainda em curso atualmente
Em breve, lançaremos o 6º Manual do Projeto Orla: Readequação metodológica para o uso e ocupação das orlas fluviais e estuarinas da Amazônia, que foi gestado por esse visionário. Esse projeto impactará a maioria dos municípios em nossa região.
Interessante registrar que mesmo em um corpo franzino, ao mesmo tempo postura delicada, e um olhar convicto deixava claro que era preciso aprofundar mais essa revolução silenciosa.
Para com o meio ambiente deixou sua marca, foi o braço direito para que a Regularização Fundiária das Unidades de Conservação, principalmente das Reservas Extrativistas Marinhas se tornasse realidade, e hoje estamos a consolidar essa política, assentados no georeferenciamento em base geodésica dos perímetros dessas UC’s que beneficiará mais de 30.000 famílias.
Nosso camarada abriu o caminho ao auxiliar na destinação de muitas áreas públicas para provisão habitacional de interesse social, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, em municípios como, Santarém, Marabá e Belém.
Nos últimos meses que antecederam sua morte, conversávamos muito sobre o problema das glebas patrimoniais urbanas dos municípios do Pará que estavam em áreas da União, como era o caso do Arquipélago do Marajó e Belterra/PA. Atualmente estamos em processo de demarcação, em base geodésica via o Programa Terra Legal, dos perímetros urbanos no Marajó.
E naquele dia 20.02.2010, Neuton estava em Belterra/PA para formalizar a entrega para a Prefeitura a légua patrimonial urbana, a cerimônia foi belíssima, Ele estava consciente do que fora fazer e estava muito feliz! Ouvi atentamente seus derradeiros conselhos e suas últimas palavras, vê-lo e senti-lo partir foi algo que ficará para sempre em nossa memória e militância.
Não tenho dúvidas que convivi com uma das pessoas mais generosas, meiga e gentil que conheci, me senti adotado, cercado por carinho paternal. Sinto-me privilegiado por ter viajado tantas vezes e ouvi-lo muito durante horas e que tem feito muita diferença. O seu legado é singular para todos nós!
Neuton Miranda viverá para sempre na história de marabá, Pará e do Brasil! Viva esse revolucionário que nunca morrerá em nossos corações!
Belém, 20 de fevereiro de 2012.
Lélio Costa da Silva
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
FIM DA PRIMEIRA BATALHA- Diário de um Concurseiro VI
desde a última publicação, me tomou bastante tempo para responder a pessoas bem intencionadas e a imbecis...enfim...sempre há os imbecis...quando mal intencionados e/ou invejosos dá mais trabalho ainda...
mas sempre vale a pena fazer o bem, mesmo contra o mau...então, seus malditos desgraçados, arrumem algo original pra fazer e não me aborreçam...
Enfim, sobre a prova...fui melhor que o esperado...na verdade faz tempo que não falo sobre isso pois, as constantes postagens, longe de ajudar, acabaram atrapalhando...
acertei 50 questões de um total de 60...entre os que conheço que fizeram a prova, até agora (cerca de 10 pessoas), a maioria acertou de 41 pra baixo...achei a prova relativamente simples, mas mal feita, tentando acertar o caboclo na pegadinha...esta é, na minha opinião, uma forma ultrapassada de testar o conhecimento...
mas acho que esta pontuação não será suficiente...e minha média em previdenciário foi baixa para o caso de muitos empates, que é exatamente o que acho que vai acontecer...enfim, de qualquer forma foi um bom começo, e, se ficar entre os 34 aprovados, será excelente....no caso de Tucuruí, existem vagas imediatas para os primeiros...
sempre coloquei a meta pessoal de acertar, pelo menos 45, visto que este foi meu primeiro concurso...não
posso negar que fiquei satisfeito com o resultado e animado para tentar outros...
já estou matriculado no concurso para a GUARDA MUNICIPAL DE BELÉM, que paga cerca de 3.500,00 por mês, em turnos de 12 por 36 horas...um excelente emprego para estudar para outros concursos...decidi que vou acabar o curso de Direito e fazer prova para Procurador ou Defensor...gostei desta história...
aos poucos que acompanharam essa série, obrigado...
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