segunda-feira, 10 de junho de 2013

Crítica do Filme Faroeste Caboclo

Neste primeiro dia de verão paraense, cadenciado pelo vistoso sol, assisti, meio que sem querer, a Faroeste Caboclo. A ideia era assistir o filme "Giovani Improtta", com José Wilker, mas o destino e a coordenação da Moviecom não quiseram...que bom, ou talvez tivesse subestimado o título que usa como inspiração a letra da música do lendário grupo de rock brasileiro, Legião Urbana.
Com um início que fala muito mais e muito menos do que a música, temos aqui um verdadeiro herói brasileiro, João de Santo Cristo, mais do que conhecido pelas gerações que tiveram suas juventudes vividas plenamente do fim da década de 80 até o início dos anos 2000. Se o filme inventa e desinventa a letra, a imagem que eu sempre construí de João era muito próxima da presente na interpretação, impecável por sinal, de Fabrício Boliveira. Ele encarna a obstinação embebida de uma ética própria, que se destaca na canção, na minha opiniião. Um homem humilde, mas de férrea vontade, combinada com uma personalidade ousada, forte e frágil.
Já Maria Lúcia, torna-se uma heroína, e não "aquela menina falsata a quem jurei o meu amor", maduramente intepretada por ísis Valverde. A doçura que parece ter a protagonista, se impõe na trama sem diálogos forçados,de outra forma, o filme flui entre cenas de humor, drama, amor e ação.
A a música era muito mais dramática, mas quem quer saber de tristeza?? Com um final shakespereano, ao mehor estilo Romeu e Julieta, o diretor

 marca sua carreira com uma obra prima do amor. Melhor assim, as histórias de amor verdadeiro são mais bonitas...e é exatamente isso que Faroeste Caboclo é, uma bela história de amor.
O perturbado e afetado Jeremias (Felipe Abib), um maldito vilão degenerado com seu parceiro corrupto, o policial civil fascínora, interpretado com excelência por Antônio Calloni, dão um clima de aventura instigante. É o primeiro filme, depois de Cidade de Deus e Tropa de Elite, que consegue estabelecer esta mística, sem aqueles tiroteios toscos e lutas visivelmente falsas.
A direção, a fotografia e a produção do filme são de primeríssima qualidade. Mas a adaptação da música para roteiro, corajosa, tem o maior mérito deste filme histórico.


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