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quarta-feira, 9 de abril de 2014

SOBRE A GREVE NAS UNIVERSIDADES





                                                                                                                                           por Alan Frick
graduando em Filosofia pela UFPA
Conselheiro Universitário Discente da UFPA
Ex-Conselheiro Universitário Discente pela UFF
Ex-presidente da UEE-RJ (União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro)
Ex- vice  presidente RJ da UNE ( União Nacional dos Estudantes)

                Depois de uma discussão com uma professora, chamada Verônica (FILOSOFIA UFPA), em sala aula, me inspirei a escrever este texto. Esta, em um de seus muitos momentos de infelicidade pedagógica, no ensino de práticas pedagógicas para professores de filosofia, parou a aula. Antes de passar um vídeo sobre a história de um templo com esculturas tântricas na Índia, disse estar feliz porque o ANDES havia decidido iniciar um movimento grevista nacional: "temos de aproveitar o momento de fragilidade do governo para desgastá-lo ainda mais". Por motivos óbvios pedi a palavra, prontamente negada, mas não antes que eu dissesse considerar esta postura um abuso de seu poder professoral do discurso, levantando uma questão polêmica sem oportunizar o contraditório. Esta retrucou, dizendo que eu era grande demais e minha voz muito alta. Pela lógica anões e crianças deveriam ter imunidade parlamentar.
                Mas entrando no que me proponho a tratar, este movimento grevista anunciado pela educadora:
                Uma greve significa, em termos de senso comum, uma paralisação de trabalhadores com vistas a um fim, normalmente, salarial. Existem outros tipos de greve, como políticas, com o objetivo de desestabilizar ou mudar mandatários, em geral conduzidas por várias categorias e locais geográficos distintos. Existem as greves de estudantis que lutam por melhores condições de aula, ou transporte, ou outras dezenas de exemplos da mesma natureza. Ainda existem greves de fome em que apela-se para o emocional de uma ou mais pessoas, ou greves íntimas, caso que os cônjuges conhecem bem o significado.
                O que fica claro aqui é que a greve não é um ente desprovido de contexto ou motivos, sendo, portanto, um instrumento de luta, que pode servir a diferentes segmentos  ou classes sociais, ou ainda com naturezas ideológicas distintas. A Greve do Porto de Santos, quando os trabalhadores, liderados pelo partido comunista, recusaram-se a carregar os navios de café, que seguiriam para o abastecimento do Regime Franquista na Espanha, ou ainda, em outro extremo, a greve dos engenheiros da PDVSA, em 2002, quando houve uma das diversas tentativas da direita venezuelana desestabilizar o governo e a liderança de Hugo Chávez.
                Estes dois últimos parágrafos servem para desarmar os imbecis esquerdistas, que provavelmente me chamarão por alcunhas pejorativas por escrever este texto. A greve não é boa ou má, positiva ou negativa, de luta ou pelega, por natureza, depende de suas razões, de seus agentes, mas, repito, a greve é um, e quero frisar este artigo "um", dos instrumentos disponíveis para a classe trabalhadora, na busca de seus legítimos interesses.
                Durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso, a universidade pública brasileira, assim como o restante da máquina administrativa, ficou em xeque. O melhor, segundo o pensamento neoliberal, seria liberar para as regras de mercado boa parte das tarefas que, historicamente, foram desempenhadas pelo estado. Assuntos como saúde, educação, comunicação, transportes e geração de energia,  estratégicos para qualquer país, seriam melhor executados, como políticas públicas, se feitos por particulares, com o acompanhamento de entes supra estatais (agências reguladoras), que agiriam quando o mercado não desse conta de regular tudo. E assim ficou sustentada ideologicamente, no Brasil,  e em boa parte de nosso continente, a sanha privatizadora.
                Este período acabou com a vitória das forças progressistas lideradas por Lula, que estabeleceu uma ordem diferenciada na perspectiva educacional, vista pelos tucanos como gastos e esforço estatal desnecessário, passando a ser encarada como investimento. O que antes eram ataques e processos privatizadores, foi substituído por repasses regulares e contratação de mais técnicos e professores. O que antes eram as nomeações de interventores não eleitos pelas comunidades universitárias, passou a ser o respeito à democracia interna destas instituições. O que antes era o ataque à faceta pública, com a ideia de que quem estudava nas universidades públicas seriam setores privilegiados da sociedade, e que estes poderiam (e deveriam) pagar por este estudo,  passou à implementação de políticas públicas de cotas, para estudantes de escolas públicas, negros e índios, mudando a cara do ensino público superior brasileiro, ampliando e pluralizando o acesso. O que antes era um mar anárquico de concepções e objetivos, passou a ter foco, com a Reforma Universitária e o REUNI.
                Foram criadas mais de uma dezena de novas universidades, dezenas de centros técnicos de ensino, foram ampliadas e interiorizadas as vagas nestas instituições, fortalecendo o desenvolvimento regional e democratizando o acesso ao ensino superior.
                Estas instituições passaram a ter mais influência social, com um ganho maior de autonomia,  enriquecendo sua atividade fim, com um entrelaçamento cada vez maior entre os setores da sociedade (público e privado) e os produtos das pesquisas e ações extensionistas. Os muros diminuíram, objetiva e subjetivamente. O número de pós-doutores, doutores e mestres cresceu vertiginosamente, assim como a quantidade e a  qualidade de cursos de pós-graduação. A relação das IFES com seus pares, dentro e fora do país, através de programas federais, através de acordos e convênios, permitiram um novo conjunto de possibilidades, aumentando, ainda mais, a imagem positiva que conseguimos ganhar de nosso país, dentro e fora das linhas de fronteira.
                Portanto, parto do pressuposto que temos um governo que valoriza o ensino público, gratuito e de qualidade, pelos fatos enumerados anteriormente.
                Ademais, precisamos avaliar, já que a greve é um instrumento, a conveniência da mesma. Esta, sem dúvida, está ligada a um balanço de prós e contras, levando em conta o conjunto dos envolvidos por esta. No caso, uma greve na universidade tem algumas características interessantes, que merecem ser iluminadas para que nada se perca nesse raciocínio.
                Em primeiro lugar, uma universidade não tem uma compleição típica fabril, em que um conjunto de pessoas trabalha para um patrão pessoal ou impessoal, produzindo mais valia, objeto do empreendimento capitalista. Sem força de trabalho o patrão é obrigado a negociar, com toda a complexidade política e jurídica que isso significa nos dias de hoje em nosso país, que possui um número grande de regras para essa situação. Numa repartição pública usual, esta paralisação também tem um conjunto de trabalhadores que param de produzir, neste caso serviços, prejudicando uma relação entre usuários e estado. Nesse segundo caso, em geral, uma parte desses serviços precisam ser garantidos, pois do contrário pessoas morreriam (caso da saúde), ou catástrofes sociais poderiam acontecer (caso da segurança ou transportes).               Mas não quero entrar no mérito deste segundo tipo, pois meu objetivo aqui é entender melhor o que se passa quando da conflagração de uma greve na Universidade Pública. Este ente diferenciado, a Instituição Pública de Ensino Superior, não tem uma relação entre usuários e estado, pelo menos não predominante. Uma IFES é composta por três segmentos: estudantes, professores e técnicos. Os estudantes têm aulas, os professores ensinam e os técnicos cuidam das tarefas operacionais, mas os professores e técnicos também estudam e os estudantes ajudam na execução das outras tarefas, como jovens pesquisadores, ou ainda como extensionistas, compondo um sistema, que serve aos interesses mais gerais de suas localidades e do Brasil, e, todos juntos, elegem juntos seus internos e ainda discutem os temas de maior relevância, através dos colegiados de Institutos e conselhos superiores. O interesse em que esse conjunto de situações e projetos continuem se dando é absolutamente difuso, mas existe, como uma vontade clara da sociedade brasileira em ser cada vez mais capaz de produzir tecnologias, ou mesmo de se entender, ou ainda, e não menos importante, construir o processo de educação dos seus.
                Ora, mesmo muito importante, esta vontade social não tem corpo, muito menos sabe verbalizar em português. Ela manifesta-se de diferentes formas, em geral quando os prejuízos vão sucedendo-se. Vamos, portanto, identificar quais são esses:
                O primeiro problema me parece ser a confusão que é criada, do ponto de vista de calendário. Como essas greves, em geral, são muito longas, e se iniciam nos primeiros meses do semestre, acaba comprometendo o mesmo. Não existe uma forma única de tratamento da questão por parte dos professores, que criam as mais diversas maneiras de repor as aulas perdidas (quando são), em geral utilizando horários diferentes e finais de semana, ou quase sempre, as férias. Portanto, além do atraso na conclusão do curso, a bagunça criada na vida de todos, o conteúdo deste fica comprometido, pelo menos em parte, sendo este, o segundo prejuízo.
                O terceiro problema é que a universidade não se resume à graduação, causando um problema concreto, além de uma contradição: a parte extensionista da universidade, boa parte dela, presta atendimento para setores da sociedade, boa parte destes carentes. Fica claro que este produto da greve é absolutamente negativo. E, ainda neste Gera também um outro problema, muito grave, em outro campo: Boa parte dos projetos têm prazo, que não leva as greves em conta.
                Com a mesma argumentação, falo da pesquisa. Estes projetos não podem parar, porque as bolsas têm prazo, os cursos de pós-graduação têm prazos e responsabilidades, e o não cumprimento destes gera consequências objetivas. Portanto a graduação para, mas a pós não. A única razão que consigo enxergar é que, para os que defendem a greve como instrumento banalizado de luta política dentro da universidade, a graduação é de uma categoria diferente da pós, para pior, é claro. Esse sentimento de que a graduação é sacrificável e a pós não, mesmo que este assunto seja escamoteado, é uma hipocrisia de grande monta.
                Terceira questão é a falta de legitimidade das entidades, no geral,  para liderar este tipo de iniciativa. No caso da ADUFPA (Associação de Docentes da Universidade Federal do Pará), a assembleia que decidiu tirar um indicativo de greve tinha 18 presentes, dentre estes alguns professores que foram menos motivados em participar e mais de observar, de um total aproximado de dois mil. Isso é absolutamente absurdo, e mais, no caso de uma universidade como a em questão, com mais de 10 campi de ensino presencial, a discussão não deveria ficar circunscrita ao Campus do Belém, como corriqueiramente acontece. Uma discussão mais profunda e democrática deveria acontecer, talvez avançando para um plebiscito, entre os docentes, para a deliberação sobre o tema. A favor, ou contra, a decisão teria  mais força, seria menos subterrânea.
                Mesmo com todos estes problemas, acredito haver momentos em que a greve se justifique, mas só em momentos muito críticos, com ampla mobilização e legitimidade, no caso de uma categoria, mas, mais corretamente, quando houvesse uma pauta única de reivindicação, que mobilizasse os três setores constitutivos, com solidariedade e cumplicidade entre estes, o que não costuma acontecer. Entre os técnicos e docentes, quando uma negociação avança para uma das duas categorias, esta volta às suas atividades esquecendo os que não foram atendidos, mostrando um pragmatismo econômico bem diferente do costumeiro discurso, sempre feito por brados politicamente corretos e com pouquíssima correspondência com o que costumamos chamar de realidade (com todos os senões filosóficos que tal palavra suscita).
                Mais uma contradição, se a greve, de fato, fosse uma forma de mobilização de pessoas que lutariam ao invés de trabalhar, talvez desse certo, mas não é o que acontece. A Universidade fica vazia, e estas pessoas, no caso professores, em geral aproveitam o tempo para dedicar-se a outros assuntos. Ficam as vanguardas, e olhe lá!
                Os estudantes dos partidos ligados aos partidos dirigentes destes sindicatos, boa parte deles do PSOL e PSTU, elaboram, sempre afetadamente, uma pauta de reivindicações que é celebrada, também afetadamente como pauta conjunta. E estes ficam com cara de tacho quando, sem nem ao menos uma satisfação, a categoria volta às aulas e as tais demandas ficam no esquecimento, colocando o movimento estudantil numa incômoda posição, que essa turma aceita tranquilamente, como bois guiados por sertanejos. Ficam na universidade, portanto, a vanguarda dos professores, fingindo que há pauta conjunta e a dos estudantes, fingindo que acreditam. Ridículo!
                Parte dos que estão lendo esse texto, imbecis esquerdistas, devem estar xingando minha oitava geração, amaldiçoando os que viabilizaram geneticamente a vinda de tamanho pelego à Terra. Ora, imbecis, meu único princípio é a Revolução Socialista, nenhum instrumento de luta me apetece em particular. Esse não é o ponto!
                Mas acredito que existem outras formas de manifestação muito mais contundentes, no apelo à tal "Opinião Pública", para criar um clima de solidariedade aos temas que estão gerando o litígio, como por exemplo, a ocupação de todos os órgãos federais do país. Em aula, as universidades, quando convencidas da importância do tema, são capazes de fazer isso, mas dá trabalho. Isso sim obrigaria o Governo Federal a negociar. As redes sociais, se bem utilizadas,podem cumprir um papel muito mais impactante que uma lenta e dolorosa greve de 3 ou 5 meses.
                O problema é que os sindicatos se acostumaram a prescindir de outros instrumentos, derivado de um claro distanciamento de suas bases, mas, principalmente, por preguiça e falta de criatividade. Com todo o respeito a estes, a universidade brasileira é muito importante para ficar a mercê de tamanha incompetência e esquerdismo.

sábado, 31 de agosto de 2013

Carta para Chiquinho



Na semana passada escrevi um artigo intitulado: HIPOCRISIA OU HIPÓCRATES, EIS A QUESTÃO. Recebi muitos acenos positivos e muitos negativos, destes negativos, alem de uma discussão com uma Tia minha, muito querida por sinal, recebi o link de um vídeo, tanto no perfil quanto na fanpage, de um amigo de longa data, Franciso Milosky. Boa praça, competitivo e muito inteligente, medico formado pela UNIRIO, se não me engano nefrologista.Achei o sujeito fraco e pedante, mas em respeito a nossa amizade, apos assistir ao vídeo, escrevo as linhas que seguem.
O autor do vídeo autointitula-se PROFESSOR DORIVAL NA POLITICA.
Vou proceder da seguinte forma, citarei, literalmente, o dito cujo e apos isso emitirei minha opinião. 
Vamos pensar no problema mais médicos e sobre o problema de saúde do Brasil.  O Governo alega que faltam médicos em algumas localidades do interior, e realmente faltam, mas o que o governo não faz e explicar as causas disso acontecer, divulgam altos salários fazendo os médicos parecerem insensíveis, pois estes, mesmo bem remunerados, não querem ir para o interior. Há razoes para os médicos não irem para o interior, mas não vou me aprofundar aqui sobre este tema, pois o vídeo vai ficar muito longo. (PROFESSOR DORIVAL)
Eu pararia logo nesse inicio de argumentação. Bom, quando uma pessoa grava um vídeo, com o principal objetivo de falar sobre o PROGRAMA MAIS MÉDICOS, afirmando que o governo não ataca as causas do problema, que estas seriam centrais na discussão e, segundos depois, afirma existirem causas, mas que não falara sobre estas para que o vídeo não fique enfadonho, esta pessoa ta mau intencionada, seja porque quer nos enganar, ou porque não respeita nossa faculdade cognitiva, ou ainda, mais provavelmente, as duas .
Ora bolas, o central na discussão são as razoes pelas quais existe o problema, real, da falta de profissionais de medicina no interior.
Vou citar apenas uma razão para o medico não ir para o interior: diferentemente da magistratura, que tem um plano de carreira (e uma carreira publica, de estado), em que vão para o interior mas haverá uma progressão (dando a entender que um dia voltarão para a cidade grande). Já os médicos são JOGADOS no interior (aqui parece que o interior e uma cova de leões), com contratos que muitas vezes não são pagos, porque os prefeitos roubam os recursos. (PROFESSOR DORIVAL)
Aqui ele diz que a única razão pela qual o medico não vai para o interior e que ele não poderá sair de la nunca mais, pois não existe plano de carreira. Estranho escutar falar em plano de carreira ou carreira de estado, vindo de alguém que preza tanto pelas politicas neoliberais do PSDB. E bom lembrarmos que o que sobrou da gana privatizadora do PSDB foram as Universidades Publicas (você deve se lembrar que em algumas delas, como a UFMG. as mensalidades ja estavam em processo de consolidação) a Petrobras, a Caixa e o BB. Mas concordo com ele, a medicina deveria ter espaço mais destacado entre as carreiras publicas.
Ele diz que precisa contextualizar o problema, e desanda a verborragizar chavões da direita, de que o modelo pensado por Lula estaria esgotado. Que há gargalos profundos na infra-estrutura, legislação e carga tributaria que diminuem nossa capacidade de operação. Alega que  economia não cresce por opção estratégica, baseando-o no consumo.
A economia não vai bem pois o modelo de consumo implantado por Dilma chegou ao seu limite, estagnando a economia e trazendo de volta a inflação,a saúde publica e ruim, todos sabem, e isso incomoda o PT porque com José Serra e FHC a saúde avançou. Ao invés de atacar a causa do problema prefere culpar os médicos. (PROFESSOR DORIVAL)


Bom, vamos por partes:
1- o modelo econômico do Lula, não difere da maioria dos países capitalistas, a diferença foi o rompimento, em parte, com o modelo neoliberal, que estava privatizando tudo, diminuindo a capacidade operativa do estado e marcando o passo do desenvolvimento brasileiro a partir das instruções e comandos do Fundo Monetário Internacional, preterindo as alianças regionais, como MERCOSUL, ou as bilaterais, menos com os EUA, cujos planos de implementação da ALCA e a venda da base de Alcântara eram os sonhos do patife FHC e sua turma, incluídos ai José Serra, Aécio Neves, Sérgio Mota, Paulo Renato, Antônio Carlos Magalhães e turminha limitada.
2- O que ficou latente no Governo Lula foram duas prioridades: em primeiro lugar, tirar da pobreza o máximo de famílias brasileiras, incluindo-as no mercado de trabalho, e, por conseguinte, de consumo, alem do valor agregado ao poder aquisitivo destas, advindos das politicas compensatórias, como o Bolsa Família. algumas dezenas de milhões de pessoas passaram a viver melhor e movimentar a economia...em segundo lugar ter uma politica internacional altiva, capaz de reconhecer nosso melhores atributos e utiliza-los de forma soberana, conquistando a liderança no processo de integração latino americana e articulando-se com os demais países em franco desenvolvimento, como Rússia, China, Índia e Africa do Sul (BRICS), alem de acordos importantes com a Africa e Europa, aquecendo a economia e elevando a auto estima do brasileiro. Pelo menos funcionou comigo.
3- A infra estrutura medíocre existente e uma realidade. Lula não priorizou o assunto, da forma como este merece. Mas, do segundo mandato para o fim colocou uma gerente boa de briga chamada Dilma Roussef para coordenar um programa chamado Plano de Aceleração do Crescimento, que tornou-se a prioridade de seu fim de mandato e a atual prioridade do governo da gaucha-mineira. São inúmeras as iniciativas em franca execução, que demonstram a coerência entre discurso e pratica. Exemplos disso são a ferrovia norte-sul, a construção das eclusas de Tucuruí ou mesmo as reformas e ampliações dos aeroportos.
4- A segunda prioridade do Governo Dilma, a educação, com o aumento exponencial do das vagas nas universidades publicas, aumento das vagas do PROUNI e a implementação do PRONATEC. Alem disso, há o comprometimento pessoal da presidenta para que 50% dos recurso advindos dos royalties do pre-sal, venham a ser investidos na educação. Esta me parece a medida mais importante para que nosso processo de desenvolvimento siga seu curso, garantindo mão de obra qualificada para novos empreendimentos e uma população cada vez mais capaz de escolher os melhores caminhos em busca da felicidade.
5- Ele tem razão quando diz que José Serra fez uma boa gestão no Ministério da Saúde, claro, sem levarmos em conta os escândalos de corrupção, como no caso das ambulâncias. Mas não houve recuo, pelo contrario. Os sistemas de saúde preventiva avançaram bastante, alem dos investimentos em saneamento básico, que tem consequências diretas na vida das pessoas, mas não sou especialista na área para comparar.
Bom, no final, já sem nexo entre argumentos soltos, tendo como único conectivo uma ira direcionada contra coisas que partam do que se entende por esquerda, ele inicia uma discussão sobre os cortes na saúde, que seriam a causa do caos no SUS. Ora bolas, mais uma vez. Vale lembrar que a CPMF, criada no governo FH, que destinava mais de 10 bi-ano para a saúde, foi cortada, por pressão da mídia e dos tucano-demistas, com o objetivo de proteger as sonegações, e , principalmente, tentar diminuir o exito do Governo Lula . Fala em cortes, mas não cita sua causa, ou seu contexto. Nem eu sei quais são, e confesso que não pesquisei para a produção deste corrente texto. Mas, quer saber, eu confio na turma que esta a frente do pais hoje, e sei que, mesmo com erros, estão tentando fazer a coisa certa.
Termino esta tentativa de dialogo com aquele maldito direitista, apos as medicas em Fortaleza e em outros locais receberem os cubanos com vaias e gritos de ódio. Uma das cenas mais deploráveis de nossa historia, na minha opinião, principalmente se levarmos em conta que a motivação dos quem são contra a vinda de médicos de outros países. A famosa entica medica, neste caso saiu pela culatra pois, se a hipótese da Dilma querer prejudicar a classe medica estiver certa, ela precisou fazer pouco. Os próprios médicos e seus órgãos representativos fizeram por onde conquistar o papel de antagonista, com louvor.
Ao mesmo tempo, ontem, vi uma serie de postagens de medicas e médicos saudando os colegas de profissão estrangeiros e pedindo desculpas pelos atos da turminha inteligente e bacana responsáveis pela gracinha na recepção.
Enfim, meu caro amigo Chico, não consegui absorver uma unica razão logica para impedir que o interior do Brasil tenha a presença de médicos, mesmo que sabendo ser um solução paliativa e carente de infra-estrutura. Mas cria-se uma avenida para que essas populações, em geral sofridas e carentes, possam, a partir dessa conquista, aumentar seu patrimônio publico, criando mais e melhores condições para a sofisticação e humanização de nosso sistema único de saúde.
Desculpa a demora...to estudando para uma prova...espero que esteja tudo bem...abs…
Alan Frick

PS: os vários erros de acentuação, principalmente os agudos, são fruto de uma desconfiguração no teclado do notebook...
PS2: aqui vai o link do gênio de Feira de Santana: https://www.facebook.com/photo.php?v=224500904368356

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Fora Zenaldo Coutinho

o jeito PSDB de governar de Zenaldo Coutinho ta ficando famoso...5 minutos de reportagem no Jornal Hoje...tenho a impressão que, diante do absurdo das imagens e da cara de pau do Zena, vai direto pro jornal nacional....cenas dos dois hospitais de emergencia o da 14 e do Guama (quem mora em Belem e regiao conhece) com cenas que devem fazer, ainda mais fortes, as vozes das ruas...nem a passagem de onibus, que boa parte dos prefeitos de capitais reconsideraram, este fez...arrogante, com um sorriso absolutamente cretino, sempre tem respostas mansas para os jornalistas...mas todos que conhecem o poder no Para sabem bem a forma truculenta e elitista, deste ex-militante juvenil pro-ditadura militar...com todo o respeito, que este não merece, Belem não merece isso...acho que ta pintando um clima de Fora Zenaldo...bora soprar... 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Hipócritas ou Hipocrates, eis a questão

com todo o respeito aos médicos brasileiros, mas falemos a verdade.
1-            quando estamos na escola, principalmente, quando perto do período de prestar o vestibular, as famílias sonham, em geral, que você entre para a faculdade de medicina, engenharia, odontologia. O resto fica em segundo plano e, os cursos que licenciarão professores são consideradas a praga da mosca do coco do cavalo do bandido.
2-          Os que conseguem passar para este curso (medicina), em geral viveram muitos sacrifícios, num período da vida em que a maioria das pessoas prefere a diversão ao estudo. O êxito, em regra, e visto como uma espécie de inicio de aposentadoria.
3-            A maioria sonha em ter um consultório, talvez dar aulas, mas, principalmente, ter uma vida confortável, perto da família. Estas, em geral, estão nas capitais e cidades grandes, onde existe um sistema de ensino capaz instrumentalizar os estudantes para sonharem com o juramento Hipocrates.
4-            Nada contra esses sonhos, mais justos impossível. Mas no momento em que o Governo Federal, pela primeira vez na historia do Brasil, tenta iniciar a resolução de um problema nevrálgico de nosso estado lançando o programa MAIS MEDICOS, com a previsão da vinda de profissionais de outros países para suprir a falta destes no interior do estado, a classe medica fica mais perto da hipocrisia que de Hipocrates, quando diz que não se instala no interior por culpa do SUS. Isso esta muito longe da verdade e a razão de não fazerem e porque consideram isso pouco confortável, porque podem ganhar o mesmo ou um pouco menos morando nos grandes centros e usar o interior como veraneio, e ponto. Todos sabem disso, pelo menos todos os que sabem como funcionam as faculdades de medicina, ou ainda, as famílias de classe media e alta, de onde, em geral, saem estes médicos.
5-           O Governo acertou na mosca quando fez um edital antes de chamar os estrangeiros. Aqui no Para, por exemplo, na Ilha do Marajó, a localidade com o pior IDH do Brasil, houve a inscrição de apenas um medico no edital, já Marituba, que fica colada em Belém, foram cinco.
6-            E agora, o que farão os hipócritas de plantão, pois, por Hipocrates, estes deveriam defender a vida acima de todas as coisas, principalmente de suas vaidades.

Se ninguém quer ir pro interior, que deixem vir os estrangeiros...enfim...



sábado, 3 de agosto de 2013

Sociedade dos Poetas Mortos, uma sinopse critica

A Historia desenrola-se numa tradicional escola estadunidense chamada Welton Academy, dona de metodos ortodoxos de ensino e regras rigidas de conduta. Seus estudantes, todos do sexo masculino, sao filhos de familias proeminentes do Leste Americano. As expectativas de todos aqui eram as maiores possiveis, da escola, dos estudantes, das familias, amigos, de que a maioria ingressaria nas principais universidades, como Harvard ou Yale.
Neste ano, em 1959, um novo professor assume a cadeira de literatura Inglesa. Jonh Keating, ex-aluno da mesma escola, desde o primeiro momento mostra sua predileção por formas bem diferentes de abordar o conteudo programatico previsto na ementa apresentada pela escola, ou mesmo a perspectiva com a qual estes enxergavam e viviam as proprias vidas.
Esta forma ousada de mostrar os caminhos do conhecimento, discuti-los com os estudantes, ao inves de joga-los, acende uma luz de esperança nos olhos de alguns jovens que, desde seus      primeiros anos em Welton, foram treinados a obedecer e encher seus copos vazios de conhecimento, para quando alcançassem a maioridade saissem das redeas obtusas e falso-moralistas das familias para a republica hipocrita da normalidade adulta, claro, a bem sucedida, a capitalista.
Estes jovens, pesquisando a vida de Keating em seu anuario, resolvem perguntar a este o que significava uma tal ^SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS^. O professor, empolgado com as lembranças conta-lhes, vivamente, que eram um grupo de estudantes que adoravam poesia e a exerciam plenamente. Seus membros reuniam-se numa gruta, conhecida como Caverna India e la pensavam e falavam livremente.
Neil *Sean Leonard- especie de lider espiritual do grupo, reprimido por seu pai, que o forçava a seguir um caminho pre-traçado para o exito, no caso, o da medicina.
Todd *Ethan Hawk- novo na escola, tinha muito medo da reprovaçao, entao buscava nao errar, ficar na sua e passar despercebido. Queria cumprir o protocolo e pronto. Liberta sua consciencia quando Keating o
força  a declamar em publico o que sentia, quando surpreende a todos com sua paixao e complexidade.
Charlie * - filho de familia muito rica, Charlie e o que menos reprime seu comportamento, encontrando um apoio para extravasar a forma real com que gostaria de lidar com a vida.
Knox *Josh Charles- exitante, com muito medo da rejeiçao de seu objeto de desejo, uma garota da escola publica da cidade. Encontra nas palavras de Keating e nos encontros dos poetas mortos,
a coragem para executar sua vontade, que e tentar conquista-la.
           E, a partir da iniciativa destes quatro amigos, a trama se desenvolve de forma envolvente, trazendo perguntas relevantes sobre as prioridades tao naturalizadas de nossa sociedade, dilemas daquela epoca, que tem sua grande atualidade. Uma excelente atuação de Robin Willians, ator de alto nivel, que teve nesse filme o apice de sua heterogenea carreira. 


obs- meu teclado esta desconfigurado...

Alan Fick

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Crítica do Filme Faroeste Caboclo

Neste primeiro dia de verão paraense, cadenciado pelo vistoso sol, assisti, meio que sem querer, a Faroeste Caboclo. A ideia era assistir o filme "Giovani Improtta", com José Wilker, mas o destino e a coordenação da Moviecom não quiseram...que bom, ou talvez tivesse subestimado o título que usa como inspiração a letra da música do lendário grupo de rock brasileiro, Legião Urbana.
Com um início que fala muito mais e muito menos do que a música, temos aqui um verdadeiro herói brasileiro, João de Santo Cristo, mais do que conhecido pelas gerações que tiveram suas juventudes vividas plenamente do fim da década de 80 até o início dos anos 2000. Se o filme inventa e desinventa a letra, a imagem que eu sempre construí de João era muito próxima da presente na interpretação, impecável por sinal, de Fabrício Boliveira. Ele encarna a obstinação embebida de uma ética própria, que se destaca na canção, na minha opiniião. Um homem humilde, mas de férrea vontade, combinada com uma personalidade ousada, forte e frágil.
Já Maria Lúcia, torna-se uma heroína, e não "aquela menina falsata a quem jurei o meu amor", maduramente intepretada por ísis Valverde. A doçura que parece ter a protagonista, se impõe na trama sem diálogos forçados,de outra forma, o filme flui entre cenas de humor, drama, amor e ação.
A a música era muito mais dramática, mas quem quer saber de tristeza?? Com um final shakespereano, ao mehor estilo Romeu e Julieta, o diretor

 marca sua carreira com uma obra prima do amor. Melhor assim, as histórias de amor verdadeiro são mais bonitas...e é exatamente isso que Faroeste Caboclo é, uma bela história de amor.
O perturbado e afetado Jeremias (Felipe Abib), um maldito vilão degenerado com seu parceiro corrupto, o policial civil fascínora, interpretado com excelência por Antônio Calloni, dão um clima de aventura instigante. É o primeiro filme, depois de Cidade de Deus e Tropa de Elite, que consegue estabelecer esta mística, sem aqueles tiroteios toscos e lutas visivelmente falsas.
A direção, a fotografia e a produção do filme são de primeríssima qualidade. Mas a adaptação da música para roteiro, corajosa, tem o maior mérito deste filme histórico.


domingo, 26 de maio de 2013